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terça-feira, 2 de março de 2010

Cric Ende Lârn









Além de não ir à Copa, sei que Joel está treinando o Botafogo e, portanto, não há razões para conhecer mais idiomas falados na África do Sul.

Sendo assim, obrigado.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cedo Demais

O verbo é ceder, o advérbio é de intensidade e a história é a mesma.

Dias, noites, madrugadas, fogos de artifício, brindes, abraços, e nada... nada muda além do calendário. Outra imagem dócil com os mesmos números e letras, fases da lua, feriados e o mesmo coração. Obviamente, de forma lenta e gradual, houve mudanças: formou-se crosta, mas o recheio é o mesmo.

Sobram motivos, faltam atitudes e o tempo se vai. E se vai levando os motivos, rebocando oportunidades, rumo ao horizonte. Sem arco-íris e, muito menos, pote de ouro. Deve haver gnomos, mas neles não se crê por aqui.

Uma folhinha de papel não pode mesmo levar angústias, incertezas e, infelizmente, também não carrega medo. Da mesma forma, nada traz. É lixo - a reciclar ou não - é lixo. Mais uma jornada temporal, lua seguindo sol, pêlos que crescem e tudo igual ao redor? De novo?!

Foda-se! Ah, Como é fácil falar, silenciar, pensar, planejar, analisar, estudar, antever, prever, vislumbrar, desejar, afastar, reaproximar... mas é sempre assim: ao final, um "foda-se" arremata. Seja ele verbalizado, imaginado, anunciado, tácito, unânime ou psicografado.

Sejamos bons, sejamos maus, sejamos nós. Céu e inferno que se degladiem. Somos gente e gente não precisa de antônimo. Precisa? Seria bicho? E já não há bicho que é gente? Sim, há bicho silente, resignado, acomodado, valente, preguiçoso, carente, amável e "filadaputa".

E a vida segue: mais pensada em sessões, emplumada por cessão, minada por exceções.

Vamos em frente que algo muda. Não basta querer. Não é suficiente ter fé. Algo haverá de mudar, nem que seja da noite pro dia - o que implica haver uma madrugada de labuta - mas mudará. A propósito, muitas madrugadas de labuta já levaram a quase nada, mas sempre algo ficou diferente: o dia seguinte, até que o último surja.
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sábado, 12 de dezembro de 2009

Insípida, Inodora e Incolor

Ao ver a chamada, não pude deixar de lembrar do dia em que foi proposta degustação de um desses: era local de trabalho e o produto, claro, estava sendo apresentado com orgulho aos funcionários da área administrativa da Companhia.

Moças bonitas não ofuscavam, nas retinas dos degustantes, a imagem do limão no rótulo. Suas vozes, em discurso treinado, diziam ser "água saborizada". Hein? Sim, segundo elas, a insipidez deixava de existir a partir do líquido daquela garrafinha.

Copos descartáveis, cheiro artificial de limão, sorrisos pra todo lado e, em meio a todos se olhando após o bendito gole, o arremate:

- "Porra, isso é Sprite sem gás!"

A moça, meio sem jeito e, talvez concordando, sem poder rir da careta que acabara de ver, insistiu no pedido pelo segundo gole e quase nada mudou:

- "É, tem pouco gás. Sprite é melhor mesmo e isso não é água."

Hoje, anos depois, leio que a tal bebida "pegou" e tenho que admitir que a consumo. Ela me serve para diluir Campari ou Vodca, abolir as rodelas de limão, diminuir a quantidade de gelo no copo, realçar sabor e, principalmente, para visitar outra área do supermercado, claramente segregada das águas e dos refrigerantes.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Amarga Sensação

Emoções não são perfeitamente descritas com palavras. Para conhecer uma sensação, você precisa tê-la consigo e, mesmo assim, nunca terá a certeza de que, nos outros, ela é exatamente igual. Isso acontece porque somos diferentes, temos histórias diferentes e, portanto, sensações similares produzem resultados distintos.

Sacou? Sim, deve ter sacado, mesmo que discorde, entendeu meu pensamento. Eu tentei me expressar usando as palavras, as letras, da forma que me ensinaram e, claro, numa estrutura que você possa ler, decifrar, enfim, compreender.

A seguir, um quadro que me traz uma das piores sensações que conheço: a de ser analfabeto.


E não servem os "translators", viu? Mesmo traduzindo depois, eles não apagam a sensação de reconhecer letras, números, perceber palavras e, definitivamente, nada entender.

Como será que se diz "que porra é essa?" em alemão, hein?

Obrigado, mãe, por ter insistido quando, em vez de ir à escola, eu queria ficar em casa contigo.

PS.: Não, eu nunca tive qualquer desejo de aprender alemão. Nesse caso, a esperança não venceu o medo, nem se seguiu de arrependimento.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Insulto no Parlamento










Obviamente, não foi no Brasil, pois o "insulto" foi chamar de gorducho ou algo que o valha. O fato deu-se no Canadá.

Por aqui, chamar de gordo é até elogio, pois desvia atenção dos atos para a forma física.

Finalmente, pra variar, a "ofensa" foi feita pelo twitter. Aliás, está cada dia mais próximo o momento em que serei o único a não usá-lo.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Não Vem Ninguém!

É normal que seja polêmico, assim como é normal que os pais se preocupem com a educação dos filhos na escola, com seus hábitos, com sua formação, suas influências e tendências, desde que não atrapalhem.

Anormal mesmo é imaginar que, há algum tempo - para algumas mentes, até hoje - no nosso Brasil, o cartaz não seria como o mostrado na matéria.

Não tenho dúvida de que a imagem escolhida para tratar de masturbação seria uma mão aberta, cheia de pelos e calejada, em frente a um rosto cheio de espinhas e com aspecto infeliz.

Mesmo assim, com ou sem curso, com ou sem orientação, a rua ensina, a vida ensina, o próprio corpo ensina, hoje temos internet e nem é tão necessário ter o cuidado para não colar páginas das revistas. Basta o cuidado com as interferências...

... daqui não vem ninguém, dali não vem também, se eu faço isso, num é da conta de ninguém.

Sim, por aqui, naquele tempo (dia desses, na verdade), já se falava na sina da colher de pedreiro e no temeroso prenúncio de queijo na cabeça. Essas eram as linhas editoriais do famigerado "curso" intensivo, com bibliografia pautada nas fotonovelas eróticas e, eventualmente, uma Playboy de Luma, Magda, Cátia, Monique, Maria da Graça, Luiza, Sônia e nenhuma mulher-fruta. Ligando o chuveiro sem se molhar e aproveitando o tempo de dormência da mão.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Para Que Serve Apagão

Antes de tudo, usar o termo "apagão" serve para relembrar o governo de FHC, sem saudade, a não ser pelo fato pitoresco de trocar a novela das oito, na TV "comunitária" da sala, pelo individual rádio a pilha;

Serve também para lembrar que, naquela mesma época, minha paciência era bem maior que hoje, pois tenho menor predisposição a suportar novelas;

E, claro, com base na redução da saudosa paciência, tomara que o tal "novo apagão" sirva para silenciar o assunto da universitária apupada em São Paulo.

Puta que o pariu, que negócio chato, viu? Deixa a moça mostrar o que quiser, porra!


PS1.: Não estava lá nem tive paciência de ler e ver tudo a respeito, mas percebo que falta algo na história... acho que ela não recebeu vaias da rapazeada em vão: deve ter se esquivado quando os mais atirados quiseram tocar ou se exaltaram nos "galanteios" típicos de obra civil, assustando a moça;

PS2.: Tomara que logo apareça outro assunto, pois o apagão já encheu o saco também.

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Ignorância Não É Burrice

Neste caso, pela forma de escrever, o primeiro impulso é chamar o rapaz de burro, por não saber como grafar palavras corretamente.

A seguir, ele demonstra que tem coerência e repete um erro de grafia, o que demonstra que ele é ignorante, ou seja, ignora a forma correta de juntar as letras e formar a palavra, apesar de perceber que há padrão para as formas verbais. Assim, ele não é burro!


Eu mesmo colhi essa conversa num chat, acompanhando jogo de futebol num website e, claro, esse tipo de erro é muito comum. Na verdade, o que me intriga é imaginar qual a reação daquelas pessoas quando se deparam com alguém que escreve corretamente... devem pensar assim: "que burro!"
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Triiiiimmmm








Ressalte-se que, segundo a notícia, o anúncio se deu após uma reunião (inconclusiva) sobre a banda larga e o benefício será destinado aos já contemplados pelo Bolsa Família. A proposta já foi aceita por operadoras que, claro, vão levar vantagem.

Aos demais, convém esperar por uma reunião sobre redução de preço da assinatura residencial, pois dali, talvez, surja um anúncio sobre a banda larga.

Se escreveram certo, não sei, mas sei que as linhas sempre são tortas.

Agora, não custa esperar que, em nome da globalização e da inclusão, as operadoras venham a oferecer mais um real de crédito se a criança levar o celular pra escola e ligar pra mãe avisando que a "fessora" faltou ou que não há merenda.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Bola, Mala e Grana









O primeiro elemento é, obviamente, do futebol. O segundo, eventualmente, também é e, claro, o terceiro tem sido cada vez mais presente. Seja nos contratos milionários, seja no atraso de salários, seja no preço dos ingressos para ver os jogos, o dinheiro, a grana lá estão.

Mesmo assim, estando tão acostumados ao trânsito de vultosas quantias de dinheiro quando o assunto é futebol, certas práticas seguem nos moldes antigos. Sabe quando você fazia a lição de casa e, em troca, como recompensa, recebia algo dos pais? Como em diversos outros pontos, há divergências sobre esse procedimento, pois há quem defenda que essa recompensa é descabida, pois já é papel do estudante, do aluno, fazer a tal lição.

Bem, no futebol, inventou-se, antigamente, o termo "mala preta", que servia para denotar o pagamento obscuro por algum resultado que se pretendia obter. Algo como um terceiro pagar para que certo jogo tenha resultado que lhe agrade. Mais recentemente, surgiu o termo "mala branca", com o mesmo fim mas, como a cor sugere, esse seria do "bem", seria o inverso da preta. Seria branca a mala que levasse dinheiro para pedir que alguém vença e, claro, a preta traria a recompensa a quem fosse derrotado.

Na verdade, pouco importa a cor da mala, pois a questão está no caráter:
- Se o time é uma porcaria, está em frangalhos, alguém lhe enviaria dinheiro para vencer um adversário claramente superior? Isso adiantaria?
- Se o homem é digno, honrado e profissional, alguém lhe ofereceria dinheiro para "facilitar as coisas" em determinado jogo?

A discussão é ampla, reveladora e, ao que parece, sem fim mas, a propósito disso, toda opinião deve ser respeitada. No mínimo, fica uma certeza: o pagador, por mais sujo que seja, não será estúpido ao ponto de contratar um jogador que, um dia, sequer cogite aceite a uma proposta de "mala", qualquer que seja sua cor. Isto seria, com o devido ajuste, o mesmo que casar com infiel e, de pronto, lhe cobrar fidelidade. Odair José, entre muitos outros, está aí para dizer que é possível, mesmo não sendo recomendável.

Alguns teriam dito que a "mala branca" é legal e a "mala preta" não é. Da mesma forma, já foi dito que aceitar favor em troca de voto pode, mas não pode vender. Também já foi dito que traição só se consuma na cama e beijar pode. Enfim, são muitas mentes, muitas índoles, muitos interesses e, vendo tudo, muitos tolos a torcer, xingar e até brigar por times de futebol e suas paixões.

Sim, sou um dos tolos, mas estou aprendendo e, um dia, chego lá, de mala e cuia, sem volta, num lugar bem distante da grama, das redes, da bola e do apito. Também não recebia recompensa por fazer as lições da escola, mas as recebo hoje, pelo que aprendi, pelos erros cometidos, pelos caminhos mal trilhados, pelas escolhas que fiz, afinal, tudo tem um preço que a vida cobra, mas nem tudo está à venda.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Valeu a Intenção

SEJA EDUCADO NO TRÂNSITO COMO VOCÊ É NA SUA VIDA!

Isso não é coisa que se peça na terra do jeitinho, mas valeu a intenção, pois serviu para entender melhor o que acontece:

- O mesmo fela que fura a fila estaciona na faixa de pedestres;

- O mesmo imbecil que grita embaixo da sua janela fica buzinando com sinal fechado;

- O mesmo "cidadão" que quer entrar no elevador antes dos outros saírem toma sua vaga enquanto você manobra;

- O mesmo energúmeno que esbarra em você no corredor nunca abre espaço para ambulâncias;

- O mesmo idiota que te deixa esperando numa reunião vira à esquerda sem usar as setas,

- O mesmo babaca que se irrita com tudo isso vê a propaganda na TV e vem escrever aqui.

Quero evoluir, mas me dizem produto do meio. Refugo, mas sou.

Por enquanto, na Terra da Luz, no País do Futuro ou na Cock's House, a vida continua.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Qual a Mais Fuleira?







Sinceramente, não sei se é mais fuleira a manchete, a intenção, a convocação ou a própria natureza dessas CPIs.

Páreo duro!

Sim, eu também sou um fuleiro (palavra com sentido amplo, de aplicação vasta e, muitas vezes, dúbia), mas aí é demais: convocam o Ministro da Justiça para falar sobre ações da Força Nacional de Segurança e fazem uma manchete dessas?

Depois, ainda vem gente dizer que palavrão é feio, descabido, deselegante, vulgar, chulo, desnecessário... que compareçam, portanto, ao recinto do baixo meretrício frequentado pela respectiva genitora, cuja atividade consiste em, mediante remuneração, atender a clientes que buscam êxtase lascivo pela mera prática de coito, felação ou correlatos.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

... É O Meu Guri ...












Segundo a matéria, eles queriam R$500 mil ?! Porque são assim, hein?

Isto é mais uma furada de fila, mais um troco errado não devolvido, mais um retorno proibido para cortar caminho, mais um ato secreto ou um lobby escancarado - isto é levar vantagem.

Mais importante do que a revelação é a falta de espanto, é a serenidade diante do fato, é a banalização da trapaça, é a política do "sou, mas quem não é?". Enfim, é uma merda! É o tal país do futuro mergulhado numa consciência de que ser honesto é ser otário. Que futuro seria esse?

Precisamos de mais umas 15 gerações para reverter isso e, claro, é impossível, por tanto tempo, segurar o ímpeto de tantos "espertinhos", cujo pensamento é de que o mundo lhes pertence, cuja consciência tem preço, cujos atos costumam ficar impunes e cuja existência se baseia em passar alguém para trás. É um rolo compressor, um jogo de toma-lá-dá-cá (nem sei como se escreve isso).

Mesmo assim, o mais preocupante, repito, não é o fato, é a continuidade deste expediente e, com ela, a erosão dos poucos princípios que ainda norteiam pessoas de bem. Não que todos tendam a se tornar usuários do "jeitinho", mas as pessoas de bem, as que se enojam - salvo as que tem força para lutar - definham, morrem um pouco, junto com a esperança num país melhor.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dicas Inúteis













Olha as dicas para redação!

Porém, antes de clicar e conferir, invista um tempo em outras dicas, do tipo inúteis, de alguém que, tolamente, ainda se incomoda com "pouca coisa":

-VOCÊ não se escreve com cedilha, porra! E já te ensinaram isso, te fizeram Doutor do ABC porque você, supostamente, sabia que ca-ce-ci-co-cu não era ca-que-qui-co-cu. Portanto, se a vogal depois do "c" for um "e" ou um "i", não tem "aquela cobrinha" embaixo do "c";

-MAS é diferente de MAIS e pronto. E nem se deve comentar que uma dessas palavras é - com licença - conjunção, viu? Você vai escrever "mais" quando bem entender, mas o problema será só seu, pois alguém já te avisou e, além do mais, ninguém mais se importa com isso;

-AUSCULTAR e ESCUTAR existem! Mesmo assim, não vale inventar e escrever ESCULTAR. Até na televisão já ensinaram isso. Lembre-se do programa chamado Fala Que Eu te Escuto.

Detalhe ainda mais irrelevante: escreve a porcaria do "r" quando for mencionar um verbo no infinitivo, afinal de contas, ausculta e escuta são diferentes de auscultar e escutar. Se você não vê diferença ou "não lembra" o que é verbo no infinitivo, volta pro Google.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Futebol Voleibol de Segunda



Na primeira mão*, a cortada pra pontuar. Na segunda foto**, a visão de quem diz que percebeu uma cabeçada. Na terceira imagem*, a mão que tenta esconder o riso de quem não percebe o que é respeito.

O gol que foi validado por uma pessoa, que alegrou algumas pessoas, que indignou muitas pessoas e revoltou outras tantas aconteceu sábado, num jogo de futebol, mas acontece todos os dias diante de nossos olhos. Aquele gol do Paraná Clube, contra o Ceará Sporting Club é uma saudação ao troco errado não devolvido, à fila que se fura, ao ato secreto ou ao retorno proibido para cortar caminho.

Afinal de contas, o mundo é dos espertos, não é? Fodam-se os que de nada tiram vantagem! Que se danem os que vierem depois! Honestidade é pra otário! Eu quero é me dar bem! Essas são algumas das diversas frases que adornam o mundo em que vivemos: o mundo competitivo e desonesto. Boa sorte, sempre.
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*Imagem do Diário do Nordeste **Imagem de O Povo

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Margens Plácidas








Já que não tomou remédio, bem que podia ter cantado o Hino Nacional antes do embate, né?

Ficaria bem: as meninas perfiladas, fingindo cantar e apenas mexendo os lábios e, em destaque, mamãe entoando o símbolo nacional sem errar.

Já que não o fez, perdeu até o emprego por ter incentivado o "fight".

Aliás, isso é muito comum. Eu já ouvi - não na minha casa - dizerem aos filhos que, se apanhar na rua, apanha de novo em casa. Os tempos são mesmo outros: até briga de criança tem ênfase demasiada e repercussão absurda. Novos tempos... e cogitam até que a mãe perderia a guarda da filha.



A vida continua e, pela evolução, vai chegar a época em que cuspir no chão depois de se engasgar com um mosquito vai virar caso de polícia.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Agente da Passiva


Na última sexta-feira, dia 28, o Vasco foi derrotado pelo Ceará... ou teria sido o Ceará que derrotou o Vasco? E não é a mesma coisa?! Sim, mas o bairrismo, num misto de complexo de inferioridade e megalomania - se é que é possível - fez surgir irritação de alguns. Tudo por causa dele: o agente da passiva, que é melhor explicado aqui, via uol.



As manchetes diziam algo como "Vasco foi derrotado", "Vasco perdeu" e essa bobagem ganhou voz ativa e impingiu, aos que usaram tais manchetes, o rótulo de preconceituosos. Eles foram julgados e ditos culpados por "tentar minimizar" o triunfo do time cearense.

Fato é que o Vasco perdeu porque o Ceará ganhou e, principalmente, porque não foi empate. Sim, porque se empatam, a discussão seria "quem empatou com quem?".

É triste, mas é verdade: há quem defenda algo como uma Teoria Cearensecentrista, que vê por aqui os melhores times, as melhores rapaduras, os mais brilhantes currículos, os mais originais comentários, as mais céleres tartarugas, os mais inventivos atos...

Eles dizem essa besteira ou essa besteira é dita por eles?

Ainda bem que quando eles se dizem "formadores de opinião", algumas já estão formadas - as de quem é capaz de formá-las sem tanta influência alheia. E aqui foi mais uma. Uma opinião de quem acredita na superação do homem por si mesmo, pelos seus próprios pensamentos, princípios e valores, sem sotaque, formato da cabeça ou regionalismo.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sem Educação









CIOPS é a central que recebe as chamadas e aciona as viaturas para atender a ocorrências.

Na boa, se fosse mesmo "sem graça", como diz a chamada para a matéria, não havia tantas ligações. Elas são mesmo é sem punição.

Desde o telefone público "de ficha" que isso incomoda e não se faz nada, ou pouco se faz, mesmo com evolução tecnológica a cada dia.

Tudo que é gratuito é abusado por gente mal-educada e tudo que é impune tem vida longa.

Bem que podiam, como nas centrais dos cartões de crédito, solicitar número de RG ou CPF e, somente após crítica do número, completar a chamada, já tendo identificado o solicitante. Diriam que perderiam mais tempo?! Parece que se perde muito mais quando se atende a chamadas imbecis. E, assim, em vez de fazer campanha para pedir que não fizessem trotes - o que deve aumentá-los, já que desperta outros idiotas - se faria campanha para informar que portem documento quando desejarem usar os serviços.

E, como diria Zina : Pronto, só isso.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sem Terra, Com Diploma


Sim, é de Jornalismo, mas é diploma, ora!

A notícia está no Jornal O Povo, aqui.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Senador e o Orkut


Ontem, dia 28, na tribuna do Senado, Cristovam Buarque, mais uma vez, falou sobre educação no Brasil. Tratava, é claro, de sua precariedade, do descaso das ações em contraste com o interesse nos discursos. O próprio Cristovam já admite sua condição de "chato", por ser recorrente, insistente, mas não é omisso e diz que não será.

Hoje, percebi que ele não está só: pelas frases mostradas acima, já dá pra imaginar que, para os poucos que lêem, o "kut" também já está entre os "chatos" que dizem besteira.

Desses poucos, nem as boas vindas ao tal grupo me interessariam. Que não venham me "pokear".
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