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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ultraje ao Rigor









A bala foi perdida, o tiro foi certeiro.

Não esqueço de quando me diziam: "leia jornal pra aprender a escrever, conhecer palavras e regras da língua".

Será que o acento grave, indicativo de crase, foi afetado pela Reforma Ortográfica?

Boa mesmo foi a dica de um professor que tive e costumava dizer - cheirando a bebida - que crase, se você nunca aplicar, erra menos.

Nessa, eu dou o braço a torcer: foi um estagiário, pois está claro que nunca viu nem capa de disco do Ultraje. A gente somos mermo inútil!


Vou deixar um link pra ver se aparece alguém que avise. Eu até avisei uma vez e ganhei desconto em compras na livraria deles, mas não usei. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u734822.shtml
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terça-feira, 20 de abril de 2010

Mito Místico, Místico Mito

Ao ver o banner, pensei: "eles não escreveriam errado, afinal, não é letreiro de mercearia, não é anúncio de promoção numa faixa feita de sacos de açúcar... a Hellmann's tem algo místico, alguma magia, sei lá, talvez o "inferno" no nome explique isso..."






Cliquei no tal banner e o mito se foi, mas "hell" continua no misticismo do nome:








E agora? Fui convidado a desmistificar e acabaram desmitificando?!

De hoje em diante, minha busca será por um banner que traga a palavra "conhecidência". Nesse eu não clicarei, pois seria extrema coincidência.

Oh, língua complicada, madrasta Norma, quão culta és, uma só letra e tombo aos teus pés!
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Guard Rail

Olha o trilho de proteção, tão mencionado nas transmissões de Fórmula 1*, com nome em português, pinta de espanhol e dupla utilidade no Ceará:





Ela, a defensa, protege e ainda ajuda nos exercícios diários de quem mora perto de rodovia. Se bem que não há nada de sedentário em buscar a passarela. A propósito disso, já recebi olhares de estranheza, em frente a uma Universidade, por ter optado por usar a passarela em vez de fazer a travessia correndo dos veículos.

*Poucas semanas atrás, passando pela mesma rodovia, vi uma placa de advertência, anunciando a falta temporária de defensas e, somente naquele momento, aprendi um nome para o "guard rail" que o Galvão me apresentou. Falta aprender que porra é a tal "xinquêine".
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Essa é Nova!

Eu, ao conhecer a palavra destacada, nem pensei em Einstein, recorri ao primo do "Aurélio".














Tudo é relativo e até leitura de jornal ou pretensas candidaturas podem ser úteis.
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terça-feira, 23 de março de 2010

Aprendendo


Talvez nunca tivesse lido a palavra "tacha", com esse significado e, claro, veio a dúvida. A solução estaria no dicionário...







Mesmo assim - até admitindo haver "qualidades negativas" - continuou o dicionário:








Enfim, terei que tachar o dicionário de mau taxador, ainda taxá-lo de incoerente tachador ou adotar a melhor das opções: não usar mais essa palavra quando couber em qualquer contexto que não seja tributário.

Complicação da Língua Portuguesa é pouco quando já se tem tanta coisa para se preocupar.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cuca e o Quente

Deve estar bem perto de aparecer um estudo, uma pesquisa modificando a temperatura corpórea nos humanos que habitam o Rio de Janeiro nessa época.

O estudo traria análises, teses bem fundamentadas, dados de acompanhamento de pessoas nas diversas regiões, faixas etárias e sociais e, finalmente, determinaria:

Se nem o Cuca garimpa um friozinho, porque continuar lutando? Ajude o Cuca garantindo menos gente nas ruas e não abandone o ar condicionado. Se for à praia, pergunte se o Cuca gaiato não está com seu time por lá, reclamando de calor no verão e de suor no Rio de Janeiro.

Sim, bastante infame, de péssimo gosto, sem noção, graça ou sentido mas, mesmo assim, a culpa é do Seu Cuca, com seu apelido convidativo. Seu Cuca é eu?

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Palavras de Quinta APÓS Quinta

A porra do apagão aparece após a pobre apupada aperceber aparição na Playboy. A poeira apaziguou-se. A população, apesar dos apelos, aplaude apedeutas.

Apimentar aparente apressa apresentadores daplatinada” em apoiar apontamentos ápodes da apática, apelativa e aporrinhada plêiade da oposição: aprendizado em apuros e a Presidência do apocopista aprecia.

Apito aperreado apieda-se pela peleja palestrina pela ponta e apruma apostas na Paulicéia : porco na primeira posição.

Ah, Papai Noel apressa-se a presentear aposentados com "up-grade" na parca pensão. A Previdência apequena-se apavorada ao pensar na pauta.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Olha o Recuo

É... parece que somente meus olhos e ouvidos não gostam dessa expressão... mas não volto atrás recuo. É estranho como subir pra cima, sair pra fora ou entrar pra dentro, mas é possível usar corretamente:

Aquele piloto, ao sair dos boxes, sempre volta atrás dos concorrentes.
(Não, não é o Rubinho, pois não tenho grana para indenizá-lo. Sim, eu recuei.)
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Ignorância Não É Burrice

Neste caso, pela forma de escrever, o primeiro impulso é chamar o rapaz de burro, por não saber como grafar palavras corretamente.

A seguir, ele demonstra que tem coerência e repete um erro de grafia, o que demonstra que ele é ignorante, ou seja, ignora a forma correta de juntar as letras e formar a palavra, apesar de perceber que há padrão para as formas verbais. Assim, ele não é burro!


Eu mesmo colhi essa conversa num chat, acompanhando jogo de futebol num website e, claro, esse tipo de erro é muito comum. Na verdade, o que me intriga é imaginar qual a reação daquelas pessoas quando se deparam com alguém que escreve corretamente... devem pensar assim: "que burro!"
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nossa Língua









Nem todos terão a mesma impressão, mas a minha, ao ler a manchete, foi de que os traficantes só foram presos POR trocar carreta roubada pela droga, insinuando que tudo estaria bem se ficassem só no furto. Parece ser mais aceitável que tenham sido flagrados AO fazer a tal troca, mas também não foi isso que aconteceu. São a língua, a manchete, a ação dos bandidos e a policial numa verdadeira salada.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Num intindi o qui ele falô...


Cumpra-se:

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Blusinha Neles



















Bom, considerando que, pelo menos, um encomendou a faixa, um produziu, outro autorizou e, ao final, outros dois a fixaram no alambrado, é gente demais, é merecido:

Mais um para o rol das blusinhas, junto com aquele outro.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nossa Língua

Que ela é difícil, não se contesta. Que ela própria se faz difícil, muitos já dizem. Nada mais se poderia esperar de uma origem lusitana seguida de uma convivência à brasileira...










... nossa língua portuguesa!

Obviamente, no contexto, está tudo muito bem dito, compreensível. No entanto, em meio a tantos entraves de interpretação de texto ou mesmo de deficiência na leitura básica do nosso povo - e isso não exclui os usuários da web - até se pode imaginar as ilustrações nas mentes:

- Vento e granizo, num passe de mágica, viram barco, ou seja, se transformam numa embarcação;
- Desconsiderando a vírgula, com menos boa vontade, também se pode imaginar que as casas passaram a flutuar sobre as águas;
- Vento e granizo, em mais uma de suas facetas, viram barco, ou melhor, avistam o barco com seus olhos atentos;

Aos mais desatentos, "viram barco" pode se converter em "virão barco" e, assim, seguimos, navegamos, colidimos e naufragamos.

Para que facilitar, não é?

ATUALIZAÇÃO bastante pertinente: dez minutos depois de começar a escrever, retornando à mesma página, vejo que o vento sumiu e veio um sujeito indeterminado - estagiário, talvez - para "observar" as naus!


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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dicas Inúteis













Olha as dicas para redação!

Porém, antes de clicar e conferir, invista um tempo em outras dicas, do tipo inúteis, de alguém que, tolamente, ainda se incomoda com "pouca coisa":

-VOCÊ não se escreve com cedilha, porra! E já te ensinaram isso, te fizeram Doutor do ABC porque você, supostamente, sabia que ca-ce-ci-co-cu não era ca-que-qui-co-cu. Portanto, se a vogal depois do "c" for um "e" ou um "i", não tem "aquela cobrinha" embaixo do "c";

-MAS é diferente de MAIS e pronto. E nem se deve comentar que uma dessas palavras é - com licença - conjunção, viu? Você vai escrever "mais" quando bem entender, mas o problema será só seu, pois alguém já te avisou e, além do mais, ninguém mais se importa com isso;

-AUSCULTAR e ESCUTAR existem! Mesmo assim, não vale inventar e escrever ESCULTAR. Até na televisão já ensinaram isso. Lembre-se do programa chamado Fala Que Eu te Escuto.

Detalhe ainda mais irrelevante: escreve a porcaria do "r" quando for mencionar um verbo no infinitivo, afinal de contas, ausculta e escuta são diferentes de auscultar e escutar. Se você não vê diferença ou "não lembra" o que é verbo no infinitivo, volta pro Google.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tudo Ali


Ah, a leitura... como pode ser útil!

De cara, na primeira página, várias dicas:

Descubra que você está de passagem, que há soluções simples quando não parece haver saída, relembre os pronomes demonstrativos e aumente sua privacidade.

Se não funcionar, certifique-se de que você pode ser eterno, pelo menos se fizer algo que beneficie alguém especial. Diante dos problemas, confira suas causas e, se nada melhorar após várias tentativas, saiba que será bem pior se matar a família e for ao cinema. Relembre "aquela ladainha" do primário e saiba que "isto" é pronome e, um dia, será útil novamente. Mesmo assim, quando nada disso funcionar, saia da frente do computador e procure por um ombro amigo, uma mão amada ou uma boca carnuda, no anonimato ou numa praça, pois a privacidade depende dos atos a serem praticados.

E assim, seguimos, entre blogs, colunas, matérias, caracteres limitados ou textos longos, espaços muito visitados ou esconderijos, a vida sempre continua, com os problemas - sempre solucionáveis - e as saudades que nos fazem viajar no tempo: ao passado para relembrar ou ao futuro, para delas fugir, coletando outras.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Leia Jornal, Meu Filho


Sem link, sem comentários, sem dicionários, sem revisor, um conselho: leia jornal.

Um lembrete: se conselho fosse bom...
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Agente da Passiva


Na última sexta-feira, dia 28, o Vasco foi derrotado pelo Ceará... ou teria sido o Ceará que derrotou o Vasco? E não é a mesma coisa?! Sim, mas o bairrismo, num misto de complexo de inferioridade e megalomania - se é que é possível - fez surgir irritação de alguns. Tudo por causa dele: o agente da passiva, que é melhor explicado aqui, via uol.



As manchetes diziam algo como "Vasco foi derrotado", "Vasco perdeu" e essa bobagem ganhou voz ativa e impingiu, aos que usaram tais manchetes, o rótulo de preconceituosos. Eles foram julgados e ditos culpados por "tentar minimizar" o triunfo do time cearense.

Fato é que o Vasco perdeu porque o Ceará ganhou e, principalmente, porque não foi empate. Sim, porque se empatam, a discussão seria "quem empatou com quem?".

É triste, mas é verdade: há quem defenda algo como uma Teoria Cearensecentrista, que vê por aqui os melhores times, as melhores rapaduras, os mais brilhantes currículos, os mais originais comentários, as mais céleres tartarugas, os mais inventivos atos...

Eles dizem essa besteira ou essa besteira é dita por eles?

Ainda bem que quando eles se dizem "formadores de opinião", algumas já estão formadas - as de quem é capaz de formá-las sem tanta influência alheia. E aqui foi mais uma. Uma opinião de quem acredita na superação do homem por si mesmo, pelos seus próprios pensamentos, princípios e valores, sem sotaque, formato da cabeça ou regionalismo.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Agente








Ôpa, essa é boa.

Não, nada tem a ver com a notícia que, aliás, é até muito triste. Boa é a oportunidade que a palavra "agente" traz.

Você que chegou pelo google, que pesquisava algo à toa e chegou aqui, aproveite para ler, viu?

Agente não é sinônimo de "nós", assim como não se diz "a gente fomos", também não se diz "agente foi". Obviamente, se você se referir a agente de polícia ou de viagens, fica bem. Porém, quando se quer substituir "nós", escreve-se "a gente", com duas palavras separadas.

Não, não sou professor, nem nada que o valha, só quero me ajudar, tentando diminuir o número enorme de vezes que ainda terei que ler algo desse tipo.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Grande Esforço


A matéria está na Folha de São Paulo, mas o esforço a que se refere o título seria do pessoal da taquigrafia. A seguir, um trecho simulado da fala de um dos acusados mencionados no jornal:

"Bem, pessual, agente tamos sofrenu cum acuzassão enjusta, já qui era novato e nem sabia o qui pudia ou num pudia. Ramus razer o pussive i u impussive i mais um poguin pra istabelesser a verdade. Tamos triste i arrente rai - é rai ou ramu? - num importa, né? (risos).

O qui importa é dizê o certo. Nóis num tem nada zavê e, si otros tem culpa é us foncionário. Us colega vai intendê e num vô mim pronunssiá pra emprenssa. Pronto!"

Como disse, a fala é simulada, já que só sem tem por base o "estilo" do discurso e o hábito disseminado de negar.

O esforço para escrever aqui também foi grande, mas poderia ser pior: poderia ser um texto repleto de emoticons, não é?

Ok, também poderia ter bagunçado na pontuação, mas já seria esforço demais e não foi possível.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Equilíbrio de Aprendiz

Não, não, o foco não é a atividade circense na China. A imagem, cuja notícia está no G1, serviu de mote, apenas mote para o vídeo abaixo incorporado.

No vídeo, mais uma menção ao erro ortográfico que, em função do equilíbrio, fez com que o aprendiz fosse "pisado".

A quem não lembra, o rapaz escreveu "escultar" e teve que escutar Justus, no programa de TV por ele comandado - O Aprendiz 6.

O episódio nem é atual, o programa até já acabou, o vídeo é de abril, mas vai demorar para esquecer... que seja assim, pois fica o aprendizado mais fácil: com erro alheio!


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