sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Margens Plácidas








Já que não tomou remédio, bem que podia ter cantado o Hino Nacional antes do embate, né?

Ficaria bem: as meninas perfiladas, fingindo cantar e apenas mexendo os lábios e, em destaque, mamãe entoando o símbolo nacional sem errar.

Já que não o fez, perdeu até o emprego por ter incentivado o "fight".

Aliás, isso é muito comum. Eu já ouvi - não na minha casa - dizerem aos filhos que, se apanhar na rua, apanha de novo em casa. Os tempos são mesmo outros: até briga de criança tem ênfase demasiada e repercussão absurda. Novos tempos... e cogitam até que a mãe perderia a guarda da filha.



A vida continua e, pela evolução, vai chegar a época em que cuspir no chão depois de se engasgar com um mosquito vai virar caso de polícia.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Apego

Sabe quando a situação está ruim e você precisa de algo para se segurar?

Pois é, até dizem que, no desespero do afogamento, a vítima é capaz de se agarrar até a uma pedra imergindo, na intenção de se salvar. Afunda com a pedra, mas tem que tentar algo.

Hoje, depois do "jogo da morte" em que ninguém morreu, uma excelente contribuição, um paliativo para amenizar a agonia:


E ainda dizem que não é verdade que tudo tem um lado bom.

Em breve, buddypoke para animar a torcida.
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Pão e Circo

Pão de milho?! Com amendoim e de manhã?!
Não, obrigado, quero só a segunda parte.

Quando conheci a força da cachaça, seu poder de duplicar a visão, de alterar subitamente comportamentos, de revelar opiniões das mais reclusas, de amolecer pétreos corações, de marejar olhos sem brilho e de fazer docilidade virar terror, passei a respeitá-la mais do que respeito o pão.


Tudo Ali


Ah, a leitura... como pode ser útil!

De cara, na primeira página, várias dicas:

Descubra que você está de passagem, que há soluções simples quando não parece haver saída, relembre os pronomes demonstrativos e aumente sua privacidade.

Se não funcionar, certifique-se de que você pode ser eterno, pelo menos se fizer algo que beneficie alguém especial. Diante dos problemas, confira suas causas e, se nada melhorar após várias tentativas, saiba que será bem pior se matar a família e for ao cinema. Relembre "aquela ladainha" do primário e saiba que "isto" é pronome e, um dia, será útil novamente. Mesmo assim, quando nada disso funcionar, saia da frente do computador e procure por um ombro amigo, uma mão amada ou uma boca carnuda, no anonimato ou numa praça, pois a privacidade depende dos atos a serem praticados.

E assim, seguimos, entre blogs, colunas, matérias, caracteres limitados ou textos longos, espaços muito visitados ou esconderijos, a vida sempre continua, com os problemas - sempre solucionáveis - e as saudades que nos fazem viajar no tempo: ao passado para relembrar ou ao futuro, para delas fugir, coletando outras.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Nova Chance


Agora, vamos combinar assim: eleição todo ano, para alegria de quem é mesário voluntário; eleição todo ano, para alegria dos fiscais voluntários dos pleitos; eleição todo ano, para alegria dos cabos eleitorais voluntários, enfim, de todos.

Não faço ideia de como seria prazeroso ter meu candidato eleito, cassado e, novamente, candidato, para ser reeleito e recassado. Sim, porque não há dúvidas de que, havendo novo pleito, o cassado terá, pelo menos, seus aliados concorrendo, a fim de bater os "adversários encrenqueiros".

Já não se pode negar a ansiedade por ter, num país com tantas novidades na prática política, a possibilidade de eleição todo ano, como Dia de Natal, Reveillon e aniversário.

Desativando a ironia: bom seria se, em caso de novo pleito, todas as despesas para a nova eleição corressem por conta do cassado, mas isso nunca ocorrerá.

Ativando a memória: vejamos se, para evitar mais despesas aos cofres públicos, os "cassandos" renunciam antes de julgados, para se manterem, assim, aptos aos próximos pleitos.

E, principalmente, no Brasil... ah, todos já sabem: continua.
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Aproveito para marcar posição para 2010: PARA BRASÍLIA, NÃO VOLTA NINGUÉM!

Eureka [008]


Mais um caso clássico de "a manchete basta, nem preciso ler".

Para facilitar o uso, nem link, nem textos adjacentes. Para se contrapor, basta ir ao Google procurar por estudos, trabalhos científicos - de preferência - patrocinados (promovidos, fomentados) por empresa de abastecimento de água ou fabricantes de chuveiro.

E ela continua, com ou sem Jacuzzi, sem banho de cachoeira ou de cuia... a vida é assim.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vida de Gato

Não demorou. Começou a sessão "braço a torcer".

Não, não é o braço torcido, é torcer pelo time, a fim de sustentar o termo que usaram na chamada da matéria.

Ora, se o confronto é o "jogo da morte", entende-se que, derrotado, o time morre, certo?

Errado! Pode esperar que ainda tem, pelo menos, uns oito jogos assim, segundo os sábios, alguns até de seis pontos.


Não vou torcer, pois não envolve times por que torço mas, duvido, duvido mesmo que, no caso de derrota, venham com a manchete : "Fortaleza morre mas já está de olho no próximo jogo da morte" ou "ABC morreu, mas segue na luta".

A vida continua... ê ôô, vida de "gato"... povo marcado, povo feliz! (principalmente se der empate)
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