quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ato Secreto com Exclusividade


Ontem, no Senado, mais uma vez, atos secretos vieram à tona. Pela própria natureza, tais atos nem deviam ter valor no anonimato, mas tem um valor enorme.

Fica claro, porém, que o segredo é a alma do negócio. Em segredo, a lista dos atos é apresentada na Globo, sob o selo da exclusividade, e ressalta o valor dos segredos no Planalto Central. É perceptível que muitos senadores nem sabiam, mas a Globo é... é a Globo.

E o problema não é ser essa emissora ou aquele repórter, o mal é a tal exclusividade : é o "teve acesso com exclusividade" a isso ou aquilo. Parece que autentica a matéria, enaltece, confere grandeza, mas é uma bobagem. No mínimo, se "teve acesso com exclusividade", algo não está alinhado e nem é demérito dos concorrentes.

Que venham outros atos, em segredo e exclusivos. (G.M.)
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Agente








Ôpa, essa é boa.

Não, nada tem a ver com a notícia que, aliás, é até muito triste. Boa é a oportunidade que a palavra "agente" traz.

Você que chegou pelo google, que pesquisava algo à toa e chegou aqui, aproveite para ler, viu?

Agente não é sinônimo de "nós", assim como não se diz "a gente fomos", também não se diz "agente foi". Obviamente, se você se referir a agente de polícia ou de viagens, fica bem. Porém, quando se quer substituir "nós", escreve-se "a gente", com duas palavras separadas.

Não, não sou professor, nem nada que o valha, só quero me ajudar, tentando diminuir o número enorme de vezes que ainda terei que ler algo desse tipo.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Palavras com Delay


Mesmo com atraso, continuam sendo de quinta, com novos casos de gripe suína por todo lado, com direito a Brasileirão com jogo das máscaras. Um coala morreu e não foi por drogas, nem por ação da FAB e, muito menos, por vibrar com o Flamengo ou por uma mola voadora na Fórmula 1.

Hiroshima foi lembrada pela bomba; Honduras ainda acalenta o golpe e o dono do Iguatemi reclamou de dedo sujo.

O imposto de renda de senadores, a indústria têxtil de José Alencar ou os amigos de José Sarney não repercutem como a lei antifumo de São Paulo. Melhor fazer só coisa boa: caminhar na Marginal Tietê, comprar ações da Petrobras com a grana da poupança ou convencer alguém a procurar pelo twitter de Álvaro Uribe em dia de apagão no microblog.

Memorex [002]

Era terça feira de carnaval. O sol brilhava em Fortaleza e o cenário era a Praia do Futuro. Três amigos, diversos copos, muitas garrafas e uma réstia de desapontamento chega com o entardecer: e a folia, não vai ter?!

Bendita folia. Fortaleza é uma cidade de modas. Por aqui, há bares que nascem no apogeu e, tão rápido quanto ascendem, somem. Tem sido assim há muito tempo. Aliás, a única moda que "pegou" foi a de comer caranguejo às quintas, mas isso é outro papo. Bom, na toada da moda, o carnaval do momento estava bem perto, logo ali, em Aquiraz, na tal Praia do Presídio. Era o da vez, o da moda e, portanto, uma multidão ali estava, a menos de uma hora.

De pronto, em consenso, lá vão os amigos rumo à folia, atrás do trio e - não esqueçamos - em meio a uma enorme leva de seguidores da tendência praiana do momento. Primeiro, veio a ideia, depois o garçon com a conta, ainda na Praia do Futuro e, em seguida - já disse alguém - "só não vai quem já morreu".

E foram os três. Uma passagem por um posto, para abastecer o quarteto (incluindo o carro, é claro) e seguir. Dentre as aquisições, como símbolo da euforia desmedida, duas garrafinhas de cachaça, daquelas que cabem no bolso. Uma beleza! Praticidade e efeito rápido em meio às cervejas que também saíram com eles da lojinha de conveniência do posto.

Depois de esperar numa fila, já que a Polícia impedia, parcialmente, trânsito no sentido que os levaria ao caminho do trio; depois de rever padrinho e até pedir pra usar banheiro em casa da beira da estrada, lá chegaram. Começava o carnaval, apesar de já passar das 15 horas da terça, era nesse ritmo que pisavam aquela areia.

Horas se passaram e a garrafinha saía e voltava ao bolso. Recicladores também festejavam a quantidade de latinhas indo ao chão e a multidão na mesma levada: "tira o pé do chão!". Seguindo o trio elétrico, encontrando amigos e dividindo lembranças dos carnavais nos salões perfumados, limpando a maizena das faces e arrastando areia nas "ruas". Era mesmo carnaval.

A noite chegou e, justamente após rejeitar um convite para pernoitar por ali, terminava o carnaval. Na Praia do Presídio, terminava, também, a água nas casas, a bebida nos bares e, infelizmente, a luz elétrica também se foi. Ah, a luz elétrica! Ela é a marca da civilidade e, sem saber, não se costuma dar o valor que ela tanto merece.

E não consideremos a lua, pois além de escondida, ela é dos namorados e não servia, em nada, aos três foliões de última hora. Ainda mais depois daquele "baile" de carnaval na contramão, como diria Raul. Enfim, dispersando-se da multidão, mal sabiam os incautos que a maior lembrança do carnaval apenas começava a se desenhar.

Por falar em desenho, em vez de escrever mais, eis um gráfico, uma simulação do que houve na escura e então desconhecida Praia do Presídio, na simples caminhada para chegar ao carro:




Detalhe: trilha amarela e trilha laranja são sobrepostas, se confundem e, obviamente, apenas marcam trechos, sem considerar que eles foram percorridos diversas vezes.


Para finalizar esse trecho de memórias, ressalte-se que o gráfico faz mesmo mera simulação, pois não foi possível representar, nessa visão, as horas e horas de caminhada inócua. Chão, círculos, ajuda que não vinha, telefone sem bateria, postes que não iluminavam nem serviam de referência, garrafinha quase vazia no bolso e a quarta feira chegando. Memorex 3 está por vir, pois esse termina com o abençoado bipe do alarme do carro e, junto dele, a "certeza" nunca comprovada de que passaram por ali, pelo menos, uma sete vezes naquela noite.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Corisco e Sabonete

Corisco e Sabonete eram cangaceiros do bando de Lampião e zanzaram pelo nordeste em meio a caatinga;

Basta trocar os nomes dos jagunços, manter-se na mesma área, subtrair o primeiro "a" da palavra que designa a vegetação típica da região e chegamos a isso:







Cangaceiros e Coronéis invadem o
Senado no Terra, na Folha e no G1.

Tem para todos os gostos, essencialmente os maus.

Sessão Histórica ?!

E, mais uma vez, as excelências se nivelam às indulgências: insulto pra lá, ofensa pra cá e, ao final, as desculpas.

Hoje, dia 6 de agosto, envolvendo Tasso Jereissati e Renan Calheiros, o imbróglio foi tão pesado que o Sarney, que tudo conhece do Senado, teve que pedir ajuda pra encontrar uma campainha - "aquela grande":



Mais uma para o rol das sessões históricas e 2010 está chegando.

Já imagina-se qual vai ser o recheio dos benditos programas do horário eleitoral.
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Tabaquinho

Assim, fica difícil, hein?

Aposto que já tem contrabandista usando,
neuroticamente, a tal calculadora do G1.

Na véspera da nova lei passar a vigorar, a maior
apreensão de cigarros e um monte de fumante
apreensivo em São Paulo.

É corvardia! Com tanta ansiedade, vão fumar
ainda mais.

Serra é mesmo o homem da saúde: primeiro os
genéricos, agora a lei contra o tabaco.

Só falta anunciarem aumento no preço dos
cigarros. Deve ser o próximo passo nessa jornada
para reduzir o número de fumantes.

Tomara que dê certo.

Chega! Vou fumar.

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